segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Minissérie gera reedição de biografia de Maysa


Pegando carona na justa - e previsível - exposição de Maysa na mídia por conta da exibição da minissérie Maysa - Quando Fala o Coração na TV Globo, o jornalista capixaba José Roberto Santos Neves está reeditando sua biografia da cantora, lançada em 2005 na coleção Grandes Nomes do Espírito Santo. Trata-se da primeira biografia de Maysa. A reedição é bem superior ao livro original - sobretudo no que se refere à arte gráfica (a nova capa estampa a bela ilustração criada por César G. Villela para álbum gravado pela cantora pelo selo Elenco). Foram adicionadas fotos e informações que aprimoram a narrativa. Contudo, a biografia definitiva de Maysa continua sendo Só Numa Multidão de Amores, escrita por Lira Neto e editada em 2007. Lira mergulha no universo conturbado de Maysa com profundidade que inexiste no perfil traçado por Neves. A reedição da biografia Maysa foi feita de forma independente e o preço (sugerido) do livro é R$ 35.

Música & Letra - Por Mauro Ferreira

Dorina faz apoteose ao samba no primeiro DVD


Pérola da parceria de Silas de Oliveira (1916 - 1972) com Mano Décio da Viola (1909 - 1984), propagada pela voz de Jamelão (1913 - 2008), Apoteose ao Samba é um dos dez números exclusivos do primeiro DVD de Dorina, Samba de Fé, que vai ser editado na seqüência do CD homônimo, lançado no fim de 2008. Traz, na íntegra, a gravação ao vivo captada em 2007 em show da cantora na casa Trapiche Gamboa (RJ), um dos redutos cariocas do samba. Outros bons números reservados para o DVD são O X do Problema (samba de Noel Rosa, revivido em arranjo econômico de prato, faca e pandeiro), Mãos (em dueto com Almir Guineto, autor do samba), Pagode da Dona Ivone (com Mauro Diniz), Estrela de Madureira, Vivência no Morro, D. Maria do Babado e O Meu Amor. Canção composta por Chico Buarque para a Ópera do Malandro, O Meu Amor é entoada por Dorina em dueto com Ana Costa. Outra participação especial exclusiva do DVD é a de Luiz Carlos da Vila (1949 - 2008). Numa de suas últimas aparições, Vila revive com Dorina o samba O Sonho Não Acabou, criado para celebrar Candeia (1935 - 1978).

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Mallu lança DVD com inéditas e 'cover' de Cash


Já à venda nas lojas desde o fim de dezembro, com o registro ao vivo do show feito no Na Mata Café (SP) em 7 de outubro de 2008, o primeiro DVD de Mallu Magalhães (confira a capa à esquerda) mistura no roteiro de 24 números - dos quais três (My Honey, You Always Say e Sweet Mom) são exibidos nos extras - inéditas, músicas do primeiro CD da cantora adolescente e o cover de Folsom Prison Blues, tema do repertório do cantor Johnny Cash (1932 - 2003), um dos ídolos de Mallu, devota do rock e do folk dos anos 60. A maioria das músicas do DVD - intitulado Mallu Magalhães assim como o CD - é cantada em inglês, mas o roteiro é salpicado com algumas composições em português. Entre elas, Girassóis, Angelina, Faz e Meia Colorida. O lançamento do DVD foi viabilizado de forma independente, por conta de um patrocínio obtido com operadora de telefone celular.

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Acervo dos Beatles finalmente é oferecido para download na web


Londres - Após lutas com serviços de download digital, podcasts serão oferecidos ao longo de janeiro com os 212 trabalhos dos Beatles. Após anos de lutas legais com serviços de download digital, como o iTunes da Apple, as faixas dos Beatles agora podem ser baixadas legalmente. Segundo a NME, podcasts da Noruega, originalmente transmitidos em 2001 com músicas dos Beatles, já estão disponíveis para download. A novidade é fruto de um acordo entre a empresa de transmissão norueguesa NRK e a dona de direitos musicais TONO. Os podcasts podem ser encontrados pelo Nrk.no/podcast. Todos os 212 trabalhos dos Beatles estarão nas séries de podcast, transmitidas durante o mês de janeiro. O acordo, contudo, envolve a divulgação de menos de 70% da duração total das músicas.

IDG NOW! - Por Lexton Snol, editor da PC Advisor, de Londres

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Encontro vai reunir em São Paulo profissionais das extintas Rádios Excelsior e Difusora...


Antonio Celso, Darcio Arruda, Sergio Bocca, Luiz Fernando Maglioca, Antonio Viviani, Dedé Gomes, Tavinho Ceschi, Cacá Correa, Jorge Helal, Élcio Mazzuco, Márcia Gimenez, Sérgio Roberto, Carlos Racy, Cesar Rosa, Angelo Vizarro, Wellington de Oliveira, Cesar Foffá, Jorginho Chamberlain, Moisés da Rocha, Julio Cesar Aredes, Luiz Carlos Araújo, Nelson Volter, Wilson Reganelli, Idemur de Matos, Chico Palmeiro, Franco Antônio Mangano, Paulinho Barbosa, André Barbosa Filho, Paulo Algoragi e muitos outros profissionais que participaram das extintas Rádios Excelsior e Difusora, estarão se reunindo na próxima quinta-feira, dia 11 de dezembro, no bairro de Santana, zona norte da cidade de São Paulo. Este será o último encontro deste ano (2008), promovido pelo B.A.R. - Bons Amigos do Rádio. Para quem não saber, o B.A.R. tem como objetivo resgatar a história recente do Rádio através de seus personagens. Foi com essa idéia que os publicitários Newton Gaigher, Nilo Frateschi, Sérgio Cunha, Neder Antonio e Irineu Toledo criaram o clube. E para este último evento, decidiram privilegiar o tema da transição das Rádios AM para as FMs, mais musicais. O encontro contará também com uma homenagem especial a Henrique Regis e Cayon Gadia, já falecidos.

Serviço:
(Encontro do B.A.R - Bons Amigos do Rádio)
Evento aberto a todos os amantes e apreciadores de Rádio


Local: Cervejaria Papagaio Vintém – Rua Dr. Cesar, 706 – Santana - SP
Dia: 11 de dezembro, quinta-feira
Horário: 20h00

***Para garantir o acesso livre ao evento (sem cobrança de entrada) é necessário confirmação de presença através do email: amigosdobar@silabacomunicacao.com.br ***A consumação de bebidas e comidas fica por conta de cada participante.

FONTE: Sílaba Comunicação e Marketing (Denise Monteiro) e Bastidores do Rádio

Mais uma baixa no Sistema Globo de Rádio


O narrador esportivo Reinaldo Moreira não faz mais parte da equipe da Rádio Globo AM (1.100 kHz - São Paulo/SP).

Segundo o próprio Reinaldo, que acumulava as funções de produtor, apresentador e plantão esportivo, a direção da emissora optou por trabalhar com apenas dois narradores, até a chegada do repórter Gustavo Villani, que também pode narrar algumas partidas.

Sabendo dessa notícia, o coordenador de esportes da Expressão FM 106,9 MHz, Altieris Junior, não perdeu tempo e já entrou em contato com o narrador e lhe fez uma proposta para que integre no próximo ano a equipe "Expressão da Bola".

Reinaldo Moreira demonstrou entusiasmo e em 2009, "quem sabe", poderá estar narrando pela Expressão FM 106,9.

Nos próximos dias ele deve definir seu destino.
Vamos aguardar!!!

fonte: Bastidores do Rádio

Pena Branca leva canto caipira sem Xavantinho


Formada nos anos 60, a dupla Pena Branca & Xavantinho - boa referência no universo da música sertaneja tradicional - foi desfeita em 1999 com a morte de Xavantinho. Só que José Ramiro Sobrinho - o Pena Branca - tem levado adiante espaçada carreira fonográfica e lança seu terceiro CD solo, Cantar Caipira, neste mês de dezembro de 2008. O sucessor de Semente Caipira (2000) e Pena Branca Canta Xavantinho (2002) traz no repertório o tema folclórico Cuitelinho (na adaptação de Paulo Vanzolini e de Antonio Xandó) e as regravações de Jardim da Fantasia (de Paulinho Pedra Azul) e Casinha de Palha (de Godofredo Guedes, o pai de Beto Guedes). No entanto, o repertório é essencialmente inédito e autoral, trazendo músicas como Janela da Fazenda, Minha Viola Quebrou, Cortejo, Veleiro da Saudade, Dança do Bugio e Filho do Sertão. Cantar Caipira sai via gravadora Velas.

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Artesanato Musical


O baiano Vicente Barreto é um dos melhores e mais sensíveis melodistas brasileiros. Ao criar os temas, acopla a eles sugestões líricas que são passadas aos letristas. Como resultado, casamentos perfeitos entre verso e melodia. Seu décimo CD, Vicente, é mais uma prova inequívoca de qualidade. As melodias são ricas, indo de xote e balada a salsa e morna cabo-verdeana. O músico optou por uma estrutura enxuta, formada por ele na voz e violão, Rafa Barreto nas guitarras, Paulo Calasans nos teclados e programações e Marco Bosco, produtor do CD, na percussão. O quarteto cria sonoridades interessantíssimas, que mesclam á perfeição efeitos eletrônicos e matizes acústicos. Vicente Barreto (em foto de Dani Gurgel) tem como parceiros Paulo César Pinheiro, Celso Viáfora, Zeh Rocha, Carlos Rennó e Paulinho Mendonça. Entre as canções, o perfil de uma terra em construção eterna (A Cara do Brasil, de Barreto e Celso Viáfora, lançada originalmente por Ney Matogrosso), uma ode ao ofício de músico (Dom, Destino e Profissão, letra de Paulo César Pinheiro), encantos e mistérios da cultura afro (Roda de Capoeira, também com letra de Pinheiro). Reflexões sentimentais, análises sócio-culturais, pensamentos sobre as relações humanas em simbioses perfeitas de letra e música. Vicente sai também no Japão. Site Oficial: www.vicentebarreto.com.br VICENTE BARRETO - CD Vicente - Koala Records/Lua Music

Blog Acordes - Por Toninho Spessoto

Wanderléa volta em grande forma - Novo trabalho areja repertório inédito e mostra a cantora madura


Se Roberto Carlos já é tradição no fim de ano, Wanderléa é uma grata surpresa. A cantora lança Nova estação, seu novo CD, pela Lua Music. Em ótima forma vocal e com repertório caprichado, esse é o primeiro disco de Wanderléa em cinco anos. Nova estação vai além de matar saudades: é o disco que Wanderléa merecia realizar há muito tempo. Sua carreira pós-Jovem Guarda ainda não foi muito compreendida. Nos anos 70 a cantora enveredou por caminhos que a levaram a repertório de compositores como Egberto Gismonti, Fátima Guedes e Jorge Mautner. Na década seguinte voltou a tocar em rádio com baladas populares. À revelia de sua carreira discográfica, sempre rodou o país com shows que relembram a Jovem Guarda. São poucos os que sabem que Wanderléa é bem mais interessante do que a festa nostálgica de Ternura e Pare o casamento. O novo disco tem repertório muito bem selecionado pelo produtor Thiago Marques Luiz. A produção musical fica a cargo de Lalo Califórnia, marido de Wanderléa e seu músico há mais de 20 anos. Juntos, os três elaboraram um roteiro coerente e com ótimas surpresas, trabalhado com capricho para um disco moderno, antenado como Wanderléa. Um bem vindo espaço para (re)conhecer a artista. Hoje Wanderléa é uma cantora de muitas possibilidades. Pode ir muito bem desde o bolero Mil perdões, de Chico Buarque, até o samba Chiclete com banana, de Gordurinha e Almira. Nessa imprime ares da irresistível pilantragem do Trio Mocotó e mistura com Adeus América e Eu quero um samba em arranjo da própria cantora. Sem medo de encarar repertório de Elis Regina, abre o disco com Nova estação, belíssima balada de Luiz Guedes e Thomas Roth. Ainda derrama sentimento em um medley que junta Eu e a brisa e O que é amar. Os eternos parceiros Roberto e Erasmo são lembrados em duas músicas. Em um dos melhores momentos do álbum Wanderléa pesca o ótimo e obscuro Samba da preguiça, que já havia sido gravada pelo Trio Mocotó e por Nara Leão. Mais para o final do disco ela volta aos compositores no protesto pacifista Todos estão surdos, com participação de Dudu Braga, filho do Rei, nos vocais e bateria. A crítica social também está na releitura de A banca do distinto, que Billy Blanco escreveu para Dolores Duran. Doce, deita a voz na ensolarada Dia branco, de Geraldo Azevedo, e requebra no excelente Choro chorão, achado no repertório de Martinho da Vila. Com citações do clássico Delicado, de Waldir Azevedo, nessa música Wanderléa é acompanhada pelo grupo de chorinho paulistano Ó do Borogodó. Se depois de passar por todos os ótimos momentos ainda restar alguma dúvida das possibilidades de Wanderléa, ainda tem Mais que a paixão, difícil canção de Egberto Gismonti que fecha o disco. Ou voltar até o toque jazz de My funny valentine. Em seu último trabalho Wanderléa relia alguns sucessos e pinçava momentos da carreira. Há mais de uma década sem arejar repertório inédito, Wanderléa está com energia renovada nesse iluminado Nova estação. Caprichado, muito bem dirigido e com a artista em sua melhor forma. Um disco que pode, enfim, mostrar a cantora madura e inteligente que Wanderléa se tornou.

Ziriguidum - Por Beto Feitosa

À vontade, Martinho da Vila mostra bons e sinceros sambas


Coerente com sua opção por sempre fazer discos conceituais, evitando meras colchas de sucessos, Martinho da Vila consegue em "O Pequeno Burguês" fugir das mesmices dos DVDs. Fica até aquela sensação de que, com mais recursos e empenho, dava para evoluir para um documentário. É porque o roteiro de "O Pequeno Burguês" é a vida de Martinho. E ele a conta, em show gravado no teatro Fecap, em São Paulo, como se estivesse na sala de casa, com direito a móveis antigos, foto da mãe na mesinha de cabeceira e um copo de Campari na mão direita. O formato parece assustar o público no início, porque ele canta as três primeiras músicas a capela e as duas seguintes acompanhado apenas do próprio pandeiro. Intui-se um show com muito blablablá e pouca ação.

Mais força
Mas, aos poucos, o palco vai se enchendo de músicos (Wanderson Martins, Ovídio Brito, Tunico Ferreira, Mané do Cavaco, Paulinho da Aba, Gabriel de Aquino), Martinho vai se soltando e o espetáculo termina literalmente em "Tom Maior", a música com que ele encerrava as rodas de samba no teatro Opinião, no Rio de Janeiro, nos anos 60. Em especial na primeira parte, Martinho procura seguir uma linha cronológica, relembrando a sua história. Explica e canta seus primeiros sucessos, lançados nos festivais: "Menina Moça", "Casa de Bamba", "Pra que Dinheiro"... Entende-se aí o salto que Martinho deu ao criar uma forma estilizada de partido-alto, usando a batida e a síncopa tradicionais, mas sem versos improvisados. Em seguida vem "O Pequeno Burguês", um de seus grandes sucessos, original ao contar a história de um rapaz que passa no vestibular mas não pode cursar, porque "a faculdade é particular".

O PEQUENO BURGUÊS
Artista: Martinho da Vila
Gravadora: MZA
Quanto: R$ 22 (CD), R$ 30 (DVD) e R$ 39 (kit com CD e DVD), em média
Classificação: livre

Folha de S. Paulo - Por Luiz Fernando Vianna