sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Lojas desligam rádios e TVs para evitar cobrança do Ecad


Virou coisa rara escutar música dentro de loja, bar ou restaurante, ou mesmo assistir a uma partida de futebol nos botecos de Jaboticabal, 344 km noroeste de São Paulo.

O motivo para o sumiço dos aparelhos de rádio e de TV dos estabelecimentos é a chegada na cidade de Maria do Carmo Chioda, a representante do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) que faz campanha ferrenha na cobrança dos direitos autorais.

De acordo com a lei 9.610/98, que rege os direitos autorais no país, estabelecimentos que executam música para o público, mesmo por meio de aparelhos de rádio ou de TV, precisam pagar a taxa determinada pelo Ecad, cujo valor varia de acordo com a metragem de construção.

Segundo a Associação Comercial, Industrial e Agronegócios de Jaboticabal, uma loja de 44 metros quadrados, por exemplo, pagaria R$ 58,96 por mês de direitos autorais. O dono de uma loja com 70 metros quadrados teria que desembolsar um pouco mais: R$ 93,80 por mês. Já o proprietário de um estabelecimento com 90 metros quadrados teria que pagar R$ 120,60 para o Ecad.

Medo

Com medo de serem multados, os comerciantes jaboticabalenses sumiram com os aparelhos de rádio e de TV de suas lojas. Na da rede Magazine Luiza, na rua Rui Barbosa, no Centro, o DVD de Ivete Sangalo costumava tocar "o dia inteiro", segundo uma moradora, que preferiu não se identificar. Agora, consumidores e vendedores só escutam a rádio interna da rede.

"A representante do Ecad já chegou aqui querendo receber. Eu acho muito chato isso, porque a loja fica morta. Antes, era comum os vendedores tocarem os DVDs que o povo gosta, como os da Ivete [Sangalo] e do Zezé di Camargo & Luciano. Com essa cobrança, resolvemos não tocar mais. Nossa vantagem é que temos a rádio interna do Magazine [Luiza]. As outras lojas, nem isso", afirmou à Folha Online Fernando Barros, gestor do Magazine Luiza.

Cidade silenciosa

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Jaboticabal, Luiz Gonzaga Beraldo, também não gostou da cobrança.

"Sabemos que o Ecad está respaldado pela lei, mas o que acontece é que em Jaboticabal nunca houve cobrança desse tipo e a maneira que essa cobrança é feita é inviável para nós comerciantes", declarou à Folha Online.

"Eu mesmo estou sem o som da minha loja [a Perfumaria Beraldo, no Centro]. Ela tem 264 metros quadrados e então teria que pagar por mês algo em torno de R$ 300. Isso é muito caro! Nossos comerciantes estão aterrorizados. Nossa cidade vai ficar calada", afirmou Beraldo.

Jaboticabal tem cerca de 2.300 lojistas. "Se o Ecad cobrasse algo em torno de R$ 20 de cada um já teria um excelente faturamento", sugere o presidente da CDL. "Queremos negociar. Ainda tenho esperança de chegarmos a algum acordo. Senão, é o que já falei, a cidade vai se calar."

Outro lado

A Folha Online conversou com o gerente do escritório do Ecad em Ribeirão Preto (SP), responsável pela cidade de Jaboticabal, Alvino de Souza. Ele informou que a cobrança da taxa do Ecad é feita conforme a lei e que isso não pode ser mudado. Ele contou que Maria do Carmo Chioda é contratada por Jeyner Batista Macri, o representante do Ecad em Jaboticabal desde 27 de agosto deste ano.

"Está tudo na lei 9.610/98, no artigo 68. Lá, está bem claro quem tem que pagar. Estamos fazendo um trabalho de conscientização junto aos comerciantes sobre a importância da música dentro do estabelecimento", disse.

"É feito um cadastro e ele [o comerciante] paga mensalmente. O dinheiro vai para os autores das músicas executadas, já que o Ecad recebe essa lista das rádios e emissoras de TV e, além disso, temos serviço de escuta", afirmou Souza.

O gerente do Ecad disse que quem não pagar e continuar executando música na loja pode ser processado judicialmente. Sobre a possibilidade de negociação dos valores cobrados, ele afirmou: "Não tem como mexer no que está previsto em lei."

Em Jaboticabal, cada estabelecimento comercial onde houver execução pública de música deve pagar R$ 13,39 por mês para cada dez metros quadrados de área de circulação e atendimento ao público. Em São Paulo, esse valor é maior. Segundo Souza, na capital paulista a taxa é de R$ 19,12 por mês para cada dez metros quadrados de área de circulação e atendimento ao público do estabelecimento comercial.

Saiba mais

O Ecad é uma sociedade civil privada que tem por objetivo centralizar a arrecadação e a distribuição dos direitos autorais de execução pública musical. O órgão foi criado em 1973.

Ele representa todos os titulares de obras musicais, como autores, intérpretes, produtores fonográficos, músicos e editores nacionais e estrangeiros filiados. A cobrança das taxas é respaldada pela lei 9.610/98.

Em 2005, o Ecad alterou a forma como recolhe e distribui os valores de obras musicais executadas nas rádios, e tornou o pagamento regional, para não prejudicar artistas fora do Rio e de São Paulo.

Além de funcionários próprios, o Ecad contrata serviço de empresas terceirizadas --como é o caso em Jaboticabal. Nos últimos anos, o órgão tem intensificado a fiscalização no cumprimento da lei de direitos autorais.

Para receber os direitos autorais do Ecad, o compositor precisa estar ligado às associações que integram o Ecad, como a Abramus (Associação Brasileira de Música), a Amar (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes) ou a Sbacem (Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música).

MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Globo dá o dobro para Cléber Machado não ir para a Record

Para evitar que Cléber Machado aceitasse convite da Record, a Globo foi rápida e fez uma proposta para segurá-lo. Ofereceu o dobro do salário dele para renovar o contrato. Há quem diga que Cléber passará a ganhar quase R$ 200 mil. O apresentador tirou uns dias de folga e saiu do país. O novo contrato ainda não foi assinado por ele. Cléber volta ao Brasil na próxima segunda.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Rádios faturaram R$ 1,6 bilhão em 2007, diz pesquisa

Volume é maior do que apontavam estudos recentes

Levantamento analisou resultados de 917 emissoras.

Pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas nesta terça-feira (23) aponta que as emissoras de rádio faturaram R$ 1,6 bilhão no ano passado. Segundo o levantamento "Perfil sócio-econômico do setor de rádio no Brasil", encomendado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), a venda de espaço publicitário foi responsável pela maior parte (89,2%) do faturamento do setor.

Os principais anunciantes, de acordo com a pesquisa, são o comércio varejista (45%), telecomunicações (8,2%) e o ramo de perfumaria e farmácia (7%). As esferas federal, estadual e municipal do governo somam juntas 17,8%.

Para o presidente da Abert, Daniel Pimentel Slaviero, o estudo mostra um peso maior do rádio no mercado publicitário. “Esta é a melhor radiografia do rádio realizada no país. Os dados são reveladores e fortalecem o segmento num momento marcado por profundas mudanças tecnológicas”, analisa.

Dados mais recentes indicavam um faturamento de R$ 767,2 milhões em 2007.

Na pesquisa, a FGV considerou um total de 917 emissoras – um terço do total de rádios cadastradas pela Anatel e pelo Ministério das Comunicações.

De acordo com o trabalho, as emissoras comprometem a maior parte de sua receita com custeio, pagamento de impostos e de salários (62,9%).

Espaço brasileiro

O levantamento aponta ainda que as rádios AM reservam sete vezes mais espaço para a música nacional (21,1%) do que para a estrangeira e ocupam 41,7% de seu tempo com programas informativos (jornalismo e variedades). Nas emissoras FM, a música nacional também predomina, com 37,5% contra 17,8% da música estrangeira.

O estudo mostra também que 43,2% da mão-de-obra empregada pelo setor têm entre o ensino médio completo e o superior completo. E ainda que a melhor remuneração concentra-se nas regiões Sul e Sudeste, em rádios AM.

A pesquisa desenvolvida entre março e agosto foi apresentada pelo coordenador de projetos da FGV, Márcio Lago Couto, em Brasília. Até o final do ano, será divulgada a segunda etapa do trabalho, com dados sobre o setor de televisão aberta.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Conte Lopes muda de emissora

O programa "Ronda da Cidade", apresentado pelo Deputado Conte Lopes, não está mais na Rádio Terra AM (1.330 kHz - São Paulo/SP). Nesta segunda-feira (15), o programa passou a ser apresentado Rádio DaCidade AM (1.370 kHz - São Paulo/SP).

O programa é levado ao ar das 07h00 às 9h00, de segunda a sábado e pode ser acompanhado pela internet: www.amdacidade.com.br
O telefone da Rádio DaCidade é: (0xx11) 3266-3153
Vale lembrar que as emissoras Terra AM e Rádio DaCidade, pertemcem ao mesmo grupo de emissoras, o Grupo CBS pertencente ao Sr. Paulo Abreu.

por Bastidores do Rádio

Biquini volta aos 80 para gravar ao vivo no Rio


Depois de lançar em 2007 um bom disco de inéditas (Só Quem Sonha Acordado Vê o Sol Nascer) que merecia maior repercussão, o grupo Biquini Cavadão adere novamente à onda revisionista da indústria fonográfica e grava em show no lendário Circo Voador (RJ) - agendado para 20 de setembro de 2008 - o DVD e CD ao vivo intitulados 80 Vol. 2. O título alude ao CD 80, lançado pelo quarteto carioca em 2001 com músicas de bandas projetadas na década que abriu as portas do mercado para o pop rock brasileiro. No repertório, o Biquini vai reviver músicas de nomes como Cazuza (1958 - 1990), Leo Jaime, Legião Urbana, Lobão, Os Paralamas do Sucesso, Titãs e Ultraje a Rigor, entre outros artistas e grupos que marcaram a música da década de 80.

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Lançada biografia dos GunsN´Roses contando detalhes íntimos da banda

Existe um sem-número de biografias do Guns N'Roses, em geral com o carimbo de não-autorizada, mas nunca um gunner da formação original veio a público contar detalhes tão íntimos da história do grupo, como fez agora Slash em sua autobiografia. “Fez” é modo de dizer, porque quem se encarregou de extrair toda a história do guitarrista foi o jornalista e escritor Anthony Bozza, que já tem no currículo livros sobre os polêmicos Tommy Lee, baterista do Mötley Crüe, famoso por uma fita de sexo que circula na internet com a atriz Pamela Anderson, e o rapper Eminem. E o subtítulo Parece exagerado, mas não significa que não aconteceu, já dá pistas do conteúdo de Slash.

Isso porque o guitarrista, que tem cobras como animais de estimação, mantém um padrão de vida estranho até mesmo para um rockstar.

por Marcos Bragatto

Fé, Devoção e MPB


O Padre Fábio de Melo, um dos mais populares cantores cristãos em atividade, muda de gravadora, trocando a católica Paulinas Comep pela popular LGK Music (distribuída pela Som Livre). Seu primeiro disco pela nova casa segue o formato dos dez anteriores, ou seja, canções cristãs mescladas a temas populares de sucesso. A preocupação do sacerdote é sempre pinçar melodias pop com mensagens de edificação. A fórmula se mostra eficiente. Aqui, canções como Vida, Pai (sucessos com Fábio Jr.), O Caderno (de Toquinho, numa versão muito bonita), Humano Demais (Fábio de Melo) e Cara de Família (Rodrigo Grecco). De qualidade.

PADRE FÁBIO DE MELO
Vida
LGK Music/Som Livre

Music News - Por Toninho Spessoto - Blog Popular Brasileiro

Pronto para o Sucesso


O cantor Leovander, vencedor da segunda edição do reality show CountryStar, apresentando no programa Terra Nativa, da TV Bandeirantes, lança seu primeiro CD, produzido por Newton D'Ávila e Bozzo Barretti. No repertório, temas românticos e balanços 'limpa-banco', fórmula infalível para o sucesso no segmento. O rapaz é afinado e pode se dar bem. Entre as canções, Tche, Tche, Tche, Amor Covarde, Só Pode Ser Amor, Quebrei a Cara, Preciso Dizer e Quero Ver Touro Pulando, dueto com Nathália, a ganhadora do primeiro CountryStar.

LEOVANDER
CountryStar
Arsenal/Universal

Por Toninho Spessoto - Blog Popular Brasileiro

Jota Quest sobe 'Ladeira' com a letra de Motta


Ladeira é o título da letra escrita por Nelson Motta a partir da melodia que recebeu do Jota Quest. A música foi gravada pelo grupo mineiro no álbum que chega às lojas no início de outubro, pela gravadora Sony BMG. Intitulado La Plata, nome também da primeira faixa eleita para promover o trabalho nas rádios e televisões, o disco foi produzido por Liminha - recrutado para a função inicialmente destinada a Mario Caldato e a Kassin, que, alegando problemas de agenda, propuseram em maio um inviável adiamento das gravações. Na foto acima, de Bárbara Dutra, Motta posa com Paulinho Fonseca (à esquerda), PJ e Rogério Flausino (à direita) na frente do estúdio inaugurado pelo quinteto em Belo Horizonte (MG) com a gravação de La Plata. O CD reúne inéditas.

Blog Notas Musicais - por Mauro Ferreira

Parada do Samba


Esta coletânea mapeia sambas de sucesso nas rádios populares. Entre os intérpretes, Alcione (Perdeu, Perdeu), Alexandre Pires (Delírios de Amor, com participação do Grupo Revelação), Exaltasamba (Livre Pra Voar), Fundo de Quintal (Pela Hora), Diogo Nogueira (indicado ao Grammy Latino 2008 de Artista-Revelação, aqui em Cai no Samba, com Xande de Pilares), Pixote (Meu Amor), Arlindo Cruz (também indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Samba, aqui com Meu Lugar) e Sombrinha (Fogo de Saudade, com o Grupo Revelação). Há também faixas com Belo, Sorriso Maroto, Jeito Moleque, Inimigos da HP, Rodriguinho & Thiaguinho.

OS SAMBAS DO ANO 6
Vários Intérpretes
Deckdisc

Por Toninho Spessoto - Blog Popular Brasileiro