sábado, 13 de setembro de 2008

Os donos do Som da Fábrica de Sucessos


The Funk Brothers era a banda residente da Motown, que acompanhava todos os artistas na fase áurea da gravadora, nos lendários estúdios Hitsville, em Detroit. Entre os intérpretes que por lá passaram estavam Marvin Gaye, Supremes, Stevie Wonder, Four Tops, Jackson 5 e por aí vai. Com o passar do tempo - e a venda da Motown para a Universal, o que mudou efetivamente seus rumos -, a atividade de gravações foi encerrada, mas o grupo se manteve unido. Os três remanescentes - Bob Babbitt (baixo), Uriel Jones (bateria), Eddie Willis (guitarra) - lançam seu primeiro DVD, com o registro de um show realizado no Universal Theme Park em Orlando, Flórida, no último dia de 2005. Acompanhados por músicos e vocalistas de apoio, revivem clássicos da Motown nos quais atuaram como Signed, Sealed, Delivered (I'm Yours) (gravado por Stevie Wonder), You Can't Hurry Love (Temptations), Neither One Of Us (Gladys Knight & The Pips), Ooo Baby, Baby (Smokey Robinson & The Miracles), Dancing In The Street (Martha & The Vandellas) e Ain't No Mountain High Enough (Marvin Gaye & Tammi Terrell). Nem todas as leituras são fiéis aos originais, mas quando eles resolvem reviver aquela sonoridade, a coisa pega fogo. No mínimo, um grande show de soul e funk. Vale a pena.

FUNK BROTHERS
Live In Orlando Eagle Vision/ST2
Duração total: 100 minutos
Extras: entrevistas

Blog Acordes - Por Toninho Spessoto

Cheia de bossa, Paula canta o samba pré-Bossa


Revelada no começo dos anos 80, no grupo vocal Céu da Boca, Paula Morelenbaum é boa cantora que não tem voz ou timbre especialmente marcante. Foi vocalista de discos de Tom Jobim (1927 - 1994) e iniciou carreira solo em 1992 com o CD Paula Morelenbaum (Cameratti). Telecoteco é o melhor título de sua obra fonográfica, escorada em regravações de standards da música popular brasileira com sonoridades contemporâneas. A idéia é bacana: reunir alguns sambas que já continham um balanço cheio de bossa, um pouco distante do suingue tradicional do gênero. "Quando eu canto meu sambinha batucada / A turma fica abismada com a bossa que eu faço (...) / Não tenho veia poética / Mas canto com muita tática", gaba-se a cantora nos versos de O Que Vier Eu Traço (1945), parceria de Alvaiade e Zé Maria que resume na letra o espírito do disco, incrementado com programações espertas de Beto Villares, Marcos Cunha e Marcelinho da Lua. A extensa lista de convidados dá charme e tons especiais ao CD. Se o piano caribenho de João Donato impregna Love Is Here to Stay (George & Ira Gershwin, 1938) de latinidade, o grupo argentino Bajofondo injeta seu suingue eletrônico em O Samba e o Tango (Amado Régis, 1937) numa grande sacada da artista. Pena que a voz opaca de Beto Villares tire um pouco do brilho do registro do samba-canção Você Não Sabe Amar (Dorival Caymmi, Carlos Guinle e Hugo Lima, 1950). Aliás, Marcos Valle também não se mostra na melhor das formas vocais no dueto feito com Paula em Ilusão à Toa (Johnny Alf, 1961). Com capa que remete à estética dos LPs da década de 50, Telecoteco fica mais delicioso quando Paula se afasta dos temas mais românticos e investe na bossa suingante de sambas como Sei Lá se Tá (Alcyr Pires Vermelho e Walfrido Silva, 1940) e Luar e Batucada (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1957), um tema pouco ouvido do Maestro Soberano - o compositor que rege (toda) a discografia de Paula Morelenbaum.

Resenha de CD
Título: Telecoteco Um Sambinha Cheio de Bossa...
Artista: Paula Morelenbaum
Gravadora: Universal Music

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Terceiro CD solo de Beyoncé sai em novembro


Ainda sem título divulgado, o terceiro álbum solo de Beyoncé Knowles já tem data para chegar às lojas dos Estados Unidos: 18 de novembro de 2008. Antes, em 7 de outubro, duas faixas, If I Were a Boy e Single Ladies, já poderão ser ouvidas nas rádios e nos novos canais digitais. Beyoncé está envolvida na produção ou na composição de todo o repertório, inédito e de suposto tom mais reflexivo. Justin Timberlake é um dos convidados do CD, que vai ter distribuição mundial da gravadora Sony BMG e chega ao Brasil.

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Caixa registra atualidade de agonia e glória de Cazuza


Este ano marca o cinqüentenário da bossa nova e o do nascimento de Cazuza -e é curioso notar como o que parece tão velho no caso do gênero musical soa tristemente novo no caso do cantor e compositor. Cazuza morreu aos 32 anos, em 1990, depois de uma carreira tão breve quanto bem-sucedida -primeiro, com o Barão Vermelho; a partir de 1985, solo-, marcada por sua agonia pública por causa da Aids. Agonia que, assim como a glória, está registrada nos seis discos da fase solo do cantor (um deles póstumo, de 1991), que estão sendo relançados agora em uma caixa que traz ainda o DVD "Pra Sempre", que mistura dois especiais do cantor exibidos pela Rede Globo. É uma obra concisa e de influência perene, desde o primeiro álbum pós-Barão, "Cazuza", gravado em 1985. Ele traz o hit "Exagerado" que, apesar de ser uma letra para Ezequiel Neves (um dos compositores da música), acabou sendo identificada com o próprio Cazuza. Traz também canções célebres, como "Codinome Beija-Flor", "Mal Nenhum" e a pedrada "Só as Mães São Felizes", um blues de letra à la Lou Reed, que chegou a ser censurado. Melodicamente, o disco sofre com duas pragas dos anos 80, os teclados bregas e os solos de guitarra agudos e datados. O álbum seguinte, "Só se For a Dois" (1987), tem como hit "O Nosso Amor a Gente Inventa (Estória Romântica)" e um repertório romântico que mostra o cantor "de coração aberto", como escreve sua mãe no CD.

CAZUZA - CAIXA
Artista: Cazuza
Lançamento: Universal
Quanto: R$ 145, em média
Classificação indicativa (DVD): livre

Folha de S. Paulo - Por MARCO AURÉLIO CANÔNICO

Livro relaciona mar de Caymmi à onda da bossa


Neta de Dorival Caymmi (1914 - 2008), a jornalista Stella Caymmi já tinha reconstituído a trajetória do avô na biografia Caymmi - O Mar e o Tempo (Editora 34, 2001). Neste segundo livro sobre a obra do compositor, Stella dá boa contribuição à bibliografia do artista ao defender a tese interessante de que a obra de Caymmi foi bem recebida de imediato pelos bossa-novistas pelo fato de já antecipar a modernidade e as conquistas harmônicas que seriam oficializadas na música brasileira a partir de 1958 com a gravação de Chega de Saudade por João Gilberto. Caymmi e a Bossa Nova, a propósito, é livro baseado na dissertação O Portador Inesperado - A Obra de Dorival Caymmi (1938 - 1958), defendida pela autora em 2006. A abordagem é original e interessante, ainda que - para o público em geral - o livro tenha páginas de difícil assimilação, já que nem sempre a autora consegue se livrar da linguagem acadêmica. Sobretudo quando apresenta os cânones da Estética da Recepção, teoria literária surgida na Alemanha em 1967. É através dessa Estética da Recepção que Stella mostra como a percepção da obra de Caymmi foi alterada a partir do surgimento da Bossa Nova. Antes, no período que vai de 1938 a 1958, os críticos tendiam a enquadrar o cancioneiro de Caymmi em rótulos regionais e, não raro, a carimbavam com a pecha de folclórica. A partir de 1958, com as conquistas advindas com a bossa hoje cinqüentenária, esse mesmo cancioneiro é (mais bem) compreendido em toda sua antecipadora modernidade e intuitiva sofisticação. Moral da tese defendida pela autora: a onda da Bossa Nova também se ergueu no mar de Dorival Caymmi. Por isso, ele foi bem recebido pela turma que renegou outros compositores projetados nos anos 30 - como Noel Rosa (1910 - 1937). Enfim, um olhar com bossa sobre uma obra que vai sobreviver ao tempo e às ondas da música brasileira.

Resenha de livro

Título: Caymmi e a Bossa Nova
Autor: Stella Caymmi
Editora: Ibis Libris

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Rádio Capital lança boletins de análise das pesquisas eleitorais


A Rádio Capital lança nesta segunda-feira, 15 de setembro, a série de quatro boletins diários “Eleições 2008 – O que dizem as pesquisas hoje”. Trata-se de um trabalho de análise das pesquisas de intenção de voto para prefeito em São Paulo, tendo como atração o experiente especialista em marketing e pesquisas eleitorais professor Julio Darvas. Em boletins objetivos, veiculados em quatro noticiosos da Rádio Capital AM – às 5h, às 8h às 11h e às 15h –, Darvas interpreta todos os detalhes das pesquisas, mostrando as tendências nos diferentes distritos do Município de São Paulo. “Cada região desta imensa cidade tem seu peso”, diz o professor Darvas, que ressalta: “Além de tudo, as importantes eleições de 2010 passam pelo pleito deste ano em São Paulo, como demonstram os personagens desse jogo.”

O coordenador de Jornalismo da Rádio Capital, Luiz Carlos Ramos, explica que o professor Julio Darvas tem mais de 35 anos de experiência em trabalho na área de pesquisas de opinião: “Em 1985, por exemplo, ele foi um dos poucos especialistas a levantar a tese de que Fernando Henrique Cardoso perderia para Jânio Quadros na eleição para prefeito de São Paulo. E FHC perdeu. Já em 2006, na Rádio Capital, Darvas indicou que haveria segundo turno para presidente da República e que Luiz Inácio Lula da Silva seria reeleito com relativa facilidade.”

De acordo com Ramos, a Rádio Capital insiste no slogan “Rádio Capital, a Voz Imparcial”: “O professor Darvas costuma dizer que o eleitor brasileiro evoluiu. Já não é tão emocional, passou a ser racional. Não estamos ao lado deste ou daquele político e sim numa fidelidade ao estilo de incentivo à cidadania, ao voto consciente.”  A Rádio Capital é sintonizada em 1040 kHz AM ou, pela internet, no site www.radiocapital.am.br

terça-feira, 9 de setembro de 2008

R.E.M. confirma show no Brasil


Após o primeiro e único show que fez no Brasil, no Rock in Rio 3, em 2001, o R.E.M. volta ao país em novembro para se apresentar em três cidades. A banda, formada por Michael Stipe (vocalista), Mike Mills (baixista) e Peter Buck (guitarrista), toca em Porto Alegre (06/11), Rio de Janeiro (08/11) e São Paulo (10 e 11/11). O grupo americano, que até 1997 contou também com o baterista Bill Berry, formou-se em 1980 e foi uma dos pioneiros do chamado college rock - fazendo sucesso em rádios universitárias e em apresentações também feitas em universidades, graças a discos independentes como a estréia de 1983, Murmur. De álbum em álbum, conquistou sucessos de The one I love a Shiny happy people.

Jornal do Brasil - Por Redação

NX Zero e Charlie Brown Jr. participam do show da Metropolitana FM


No próximo dia 25 de setembro, as bandas NX Zero e Charlie Brown Jr. se apresentam no show da Metropolitana FM (98,5). O show, que terá a abertura da banda Glória, acontece no Espaço das Américas, que fica na Barra Funda (SP), à partir das 20h30. Os ingressos já estão à venda no site www.ingressofacil.com.br, no telefone (11) 2162-7250 e em vários pontos de São Paulo. As entradas custam R$ 100 para a área VIP e R$ 50 para a pista. Quem doar um quilo de alimento não-perecível e estudantes terão 50% de desconto. São esperadas 7 mil pessoas para o show, que também comemorará o Dia do Rádio. “Queremos demonstrar o quanto estamos próximos dos nossos ouvintes, trazendo para perto deles as suas bandas preferida. Fazemos isto todos os dias na própria rádio, quando os ouvintes conferem de perto, nos estúdios, mas este show é a grande oportunidade de todos os ouvintes participarem desta festa”, afirma o diretor-geral da Metropolitana FM, Jayr Sanzone.

Serviço
Show Metropolitana FM
Local: Espaço das Américas
Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP
Data: 25/09 Abertura dos portões: 19 horas
Ingressos: R$ 100 (área VIP) e R$ 50 (pista). Meia entrada para quem doar 1 kg de alimento não-perecível e para estudantes
Pontos de venda: Site
www.ingressofacil.com.br , telefone (11) 2162-7250 e nas lojas Tent Beach dos shoppings Metrô Santa Cruz, Interlagos, Central Plaza, Aricanduva, Metrô Tatuapé, ABC, West Plaza, Anália Franco, Penha e Center Norte. Censura: 16 anos (Entre 12 e 15 anos apenas se acompanhados dos pais).

Music News - Por Renan Martins Frade

Roberta Sá em única apresentação no Citibank Hall


A cantora traz a São Paulo as canções de seu segundo CD, “Que Belo Estranho Dia para se Ter Alegria” No dia 13 de setembro, Roberta Sá apresenta o show “Que Belo Estranho Dia para se Ter Alegria” no Citibank Hall. Depois de excursionar pelas principais capitais, ela volta a solo paulista para uma única apresentação. Um destaque no repertório do show é a faixa inédita Agora, sim, resultado de uma parceria de Pedro Luis e Carlos Rennó. Além dela, estão músicas do álbum título do show, como Alô Fevereiro, Belo Estranho Dia de Amanhã, Laranjeira, O Pedido, Interessa?, Mais Alguém e Janeiros. De seu primeiro disco, os destaques são A Vizinha do Lado, Cicatrizes, Eu Sambo Mesmo, No Braseiro, Casa Pré Fabricada, Ah se eu Vou e Pelas Tabelas. Com cenário de Gringo Cardia e direção geral de Pedro Luis e Bianca Ramoneda, Roberta cantará acompanhada de Antonia Adnet no violão, Élcio Cáfaro na bateria, Jovi Joviniano na percussão e Rodrigo Campello no violão, cavaquinho e programações. Este ano Roberta Sá conquistou dois prêmios como melhor cantora de MPB (Rival Petrobras e APCA) e acaba de ser indicada na categoria Revelação do Vídeo Music Brasil da MTV, que terá o resultado divulgado no dia 2 de outubro. Até 2002, Roberta tinha o canto apenas como hobby. Foi então que, por incentivo de amigos, decidiu gravar uma demo e teve a oportunidade de entregá-la a Gilberto Braga (que estava para estrear a novela “Celebridades”). O autor gostou do que ouviu e pediu que ela gravasse “A Vizinha do Lado”, de Dorival Caymmi, para ser tema de uma das personagens. Impulsionada pelo sucesso da canção, em 2004 Roberta Sá lançou seu primeiro CD, “Braseiro”. Em agosto de 2007, chegou às lojas seu segundo e mais recente trabalho: “Que Belo Estranho Dia pra se Ter Alegria”. Apontada pela crítica como uma das mais talentosas cantoras da nova geração da música brasileira, seus CDs já venderam mais de 30 mil cópias e teve seu último disco lançado no Japão.
Serviço: ROBERTA SÁ Local: Citibank Hall – Av. dos Jamaris, 213 – Moema Site: www.citibankhall.com.br Telefones para informações: 2846-6010

Music News - Por Sarita Sousa

Neta estuda ligações de Caymmi com bossa nova


O que era para ser um estudo se tornou, também, uma homenagem póstuma. "Caymmi e a Bossa Nova", segundo livro da jornalista e professora de literatura Stella Caymmi sobre o avô, já tinha data de lançamento marcada (amanhã, no Mistura Fina, no Rio) quando, em 16 de agosto, morreu Dorival Caymmi, aos 94 anos. Com a morte, 11 dias depois, de Stella Maris, companheira do compositor, o livro ganhou contornos ainda mais emocionais. Mas a obra não tem nada de depoimento pessoal. É, sim, uma pesquisa sobre as relações do mestre baiano com a invenção de João Gilberto. Na entrevista com Chico Buarque para a biografia "Dorival Caymmi - O Mar e o Tempo" (2001), Stella ouviu dele uma frase que a intrigou: "Por ser um movimento revolucionário, a bossa nova recusou muita coisa. Recusou Noel [Rosa], Ataulfo Alves, os grandes da música brasileira. E não podia recusar Caymmi". Para entender por que a música do avô era irrecusável, ela uniu conceitos de teoria literária a um levantamento de livros e reportagens. Procurou explicar como todas as fases de Caymmi inspiraram os músicos da bossa nova, em especial o conterrâneo João, que elegeu "Rosa Morena" a música que o fez perceber a possibilidade de revolucionar as divisões e harmonias.

CAYMMI E A BOSSA NOVA
Autora: Stella Caymmi Editora: Ibis Libris Quanto: R$ 35 (144 págs.)
Lançamento: hoje, às 18h, no Mistura Fina (av. Rainha Elizabeth, 769, Rio; tel. 0/xx/2523-1703).

Folha de S. Paulo - Por Luiz Fernando Vianna